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Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se colocaram em posições antagônicas nesta terça-feira (5) em relação à crise da Petrobras.
A crise na empresa foi deflagrada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de demitir Joaquim Silva e Luna da presidência e prolongada após o economista Adriano Pires ter declinado do convite para sucedê-lo. O governo ainda não encontrou substituto.
Questionados por jornalistas em momentos diferentes, Lira e Pacheco manifestaram posições divergentes a respeito da natureza da Petrobras, empresa de economia mista, mas cujo principal acionista é o governo federal.
Lira criticou a companhia, indagou “a quem serve” a Petrobras, afirmou que a empresa não produz riqueza nem desenvolvimento e defendeu a privatização.
Questionado sobre a declaração do presidente da Câmara, Pacheco disse que a Petrobras — assim como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal — é “patrimônio nacional” e afirmou que a discussão sobre uma hipotética privatização é assunto que não está “na mesa” neste momento.
“A quem serve a Petrobras? Não dá satisfação a ninguém, não produz riqueza, não produz desenvolvimento”, argumentou Arthur Lira.
“A tese de privatização, de modo geral, para poder tornar o estado mais ágil e mais eficiente é sempre uma ideia boa e que deve ser considerada, mas não é, a princípio, o caso da Petrobras”, disse Rodrigo Pacheco.
Na interpretação de Arthur Lira , a Petrobras não gera benefícios e por isso deve ser privatizada.
“É uma empresa estatal. Se ela não tem nenhum benefício para o estado nem para o povo brasileiro, que vive reclamando todo dia dos preços dos combustíveis, que seja privatizada e que a gente trate isso com a seriedade necessária”, disse o presidente da Câmara.
Pacheco manifestou ponto de vista contrário. Para ele, se a empresa é bem administrada, “gera frutos” para a sociedade.
“Neste momento, eu não considero que esteja na mesa uma privatização da Petrobras nem de Banco do Brasil, nem de Caixa Econômica, que são instituições que, no final das contas, são um patrimônio nacional, e, se bem gerido, gera frutos para a sociedade brasileira”, afirmou o presidente do Senado.