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As principais lideranças políticas do país avaliam que o presidente Jair Bolsonaro, ao apoiar explicitamente a violência por parte dos seus apoiadores, tenta levar o país a uma guerra civil, principalmente se for derrotado nas urnas. “Estamos diante de violência política que só se concebe em país à beira de uma guerra civil”, afirmou o ex-senador Cristovam Buarque ao comentar o assassinato a tiros de um líder petista no Paraná, ocorrido na noite de sábado em uma festa de aniversário em Foz do Iguaçú. O assassino é um militante bolsonarista, que usou o nome do presidente no momento dos disparos
O assassinato do petista Márcio Arruda, que era tesoureiro do PT de Foz do Iguaçú, comoveu o país e vem na esteira das declarações do presidente Bolsonaro de que não vai reconhecer a derrota eleitoral e que os cidadãos devem se armar para defender seu governo. “Precisamos de união para que a violência política tenha fim”, disse pelas redes sociais o governador Renato Casagrande. “Só assim é possível garantir eleições democráticas e seguras”, acrescentou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidenciável Ciro Gomes também condenaram o assassinato do militante petista e pediram justiça. Ciro foi além e disse que essa morte é resultado da política de ódio incitada por Bolsonaro e seus seguidores mais radicais. “ O ódio político precisa ser contido”, destacou Ciro Gomes.
“ O extremismo e a violência do Bolsonarismo fizeram sua primeira de muitas vítimas nessa temporada eleitoral sangrenta e sombria. Minhas condolências aos familiares do companheiro Marcelo”, comentou em sua redes sociais o senador capixaba Fabiano Contarato.