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O armazenamento irregular de fogos de artifício causou o acidente, em 1994. Quatro pessoas morreram, 26 ficaram feridas e lojas foram destruídas.
Matéria reproduzida na íntegra do portal Rede de Notícias
Na manhã daquele 1º de julho de 1994, o som de fogos não era significado de festa ou comemoração.
Na verdade, um incêndio consumia parte do mercado da Vila Rubim, em Vitória. A tragédia deixou quatro mortos, 26 feridos e tristes imagens na memória dos capixabas.
O mercado popular da Vila Rubim era tomado pela comercialização de artigos religiosos, carnes, peixes, animais e todo tipo de especiarias. A explosão que deu origem ao incêndio devastou 46 lojas.
O incêndio, considerado o maior da história do Espírito Santo, se deu pelo “armazenamento irregular de fogos de artifício”, de acordo com o Corpo de Bombeiros em perícia realizada na época.
Carros que passavam pela rua no momento em que o fogo se alastrava também ficaram destruídos.
O Corpo de Bombeiros controlou as chamas no local e ambulâncias de todos os hospitais de Vitória foram encaminhadas para ajudar no socorro às vítimas.
Além disso, foram retiradas centenas de caixas de fogos de artifício das lojas que não foram atingidas.
Mesmo depois da tragédia, o comércio no local conseguiu se reerguer. Com mais de 400 lojas, ainda hoje é um importante ponto comercial da capital do Espírito Santo.
História
O bairro da Vila Rubim surgiu no início do século XX devido à posição geográfica vista como passagem entre o continente e a Ilha, bem como a porta de acesso ao centro de Vitória.
Na época o bairro era conhecido como Cidade de Palha e havia um ponto de desembarque de mercadorias que chegavam à baía de Vitória provenientes do interior do estado e eram comercializadas por pequenos mercadores. Recebeu o nome de Vila Rubim em homenagem ao coronel português Francisco Alberto Rubim que foi governador da capitania do Espírito Santo entre 1812 a 1819.
O Mercado da Vila Rubim surgiu na década de 40, nessa época as mercadorias eram vendidas ao ar livre. Os atuais galpões foram instalados na administração de Setembrino Pelissari. No início da década de 70 foram realizados aterros na região da Vila Rubim que resultou com o fim do cais, porém propiciou a valorização imobiliária da região.
Fonte: FolhaCariacica – Wikipedia