Compartilhe
Os golpistas capixabas, que participaram da tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro em Brasília, podem ser condenados a até trinta de anos de prisão se forem considerados culpados. Segundo diversos juristas, com a aceitação da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação é quase certa já que existem fartas prova que foram, inclusive, produzidas pelos próprios denunciados, como vídeos e postagens em rede sociais.
Até agora, oito capixabas se tornaram réus por atos golpistas em Brasília, em janeiro de 2023. Ao todo, 300 pessoas foram denunciadas por participar das ações antidemocráticas.
Confira os capixabas que se tornaram réus nesta segunda lista, segundo o STF:
Terezinha Locateli: dona de uma peixaria na Ponta da Fruta, em Vila Velha, ela participava com frequência de atos no acampamento golpista de bolsonaristas montado em frente ao 38º BI. Também esteve no acampamento montado em Brasília, em frente ao quartel-general do Exército.
Tiago Mendes Romualdo: indicou às autoridades do Distrito Federal residência no Espírito Santo. No entanto, ele é sócio-administrador de uma empresa com endereço na zona rural de Nova Brasilândia D’Oeste, em Rondônia;
Wilson Nunes de Aguiar: o homem de 55 anos também indicou residência no Espírito Santo. Ana Maria Ramos Lubase, de Cariacica, na Grande Vitória. A artesã usava suas redes sociais divulgando vídeos do acampamento golpista de bolsonaristas na Prainha, em Vila Velha, além de convocar as pessoas a se manifestarem contra o resultado das eleições. Ela aparece também em vídeos dentro de uma barraca acampando e defendendo o ex-presidente Bolsonaro.
Deise Luiza de Souza, da Serra, na Grande Vitória. Uma filha da bolsonarista fez uma campanha na internet para arrecadar dinheiro para pagar um advogado para a mãe.
Charles Rodrigues dos Santos, de 41 anos, da Serra, na Grande Vitória. Trabalha como pedreiro e em dezembro de 2019, o Ministério Público do Espírito Santo moveu um processo contra ele por violência doméstica. A vítima é uma ex-companheira dele. Nas redes sociais, Marcos defendia que houvesse uma tomada de poder e saía em defesa da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mateus Viana Maia. Virou réu na primeira lista de 100 acusados de ato golpistas de janeiro de 2023, segundo o STF.